Comida e felicidade –  Implicações para a obesidade

 Artigo de especialista –

 Profa. Dra. Ana Lydia Sawaya –

 Unifesp/ CREN –

Comida e felicidade. A filosofia grega nos diz que a felicidade se alcança pela virtude e que a pessoa boa é feliz e quem faz o mal é infeliz. A tradição cristã afirma algo semelhante, ao dizer que a consciência tranquila leva à felicidade e que o estado permanente de quem é feliz é a paz. “A paz de Cristo esteja sempre com todos vocês” dizia sempre São Paulo.

Nas Bem-Aventuranças, Jesus revela que a condição para ser feliz não é ter uma vida fácil e tranquila, mas ao contrário, a experiência de felicidade é ainda mais evidente em meio às tribulações que sofrem aqueles que são bons, puros de coração, honestos, justos, e por isso choram, são rejeitados, insultados, odiados (pelos que não são felizes…). Em linhas muito breves, este é de acordo com Sócrates, Platão, Aristóteles e toda a tradição bíblica o caminho para ser feliz.

Comida feliz?

Recentemente, porém, a indústria e comércio de alimentos e bebidas, seguindo a filosofia que embasa a economia moderna – “o homem é objeto de consumo” – e a mentalidade hedonista consequente, introduziu no mercado, através de propaganda maciça, alimentos e bebidas altamente palatáveis ou “saborosos”, afirmando que eles nos trarão felicidade. Eis alguns exemplos clamorosos, facilmente reconhecíveis: “Ab